05 ZONAS DE CONFORTO NO ESTUDO PARA CONCURSOS PÚBLICOS
E aí
pessoal! Tudo bem? Escrevo este pequeno texto para desmascarar alguns mitos no
estudo para concursos públicos. Adianto logo que são pensamentos um pouco
radicais de um cara que estudou por 8 anos para concursos públicos dos mais
diversos níveis de dificuldade, e já testou inúmeros métodos de estudo, mas que
não tem a mínima pretensão de ser o dono da verdade, então fiquem a vontade
para discordar e postar seus comentários.
Eu tenho
certeza ABSOLUTA que você já caiu em uma destas zonas de conforto que vou citar
aqui. Não só vou citá-las, como também vou explicar o porquê de elas serem
zonas de conforto, e os motivos pelos quais devemos fugir delas.
Tentarei seguir uma ordem
cronológica, mas, a depender do aluno e da evolução de seus “métodos”, tal
ordem pode variar.
Pois bem,
vamos lá.
1ª -
CURSINHOS
Você que
estuda para concursos com certeza se matriculou em algum cursinho alguma vez na
sua vida concurseira. Pode não ter concluído, pode ter feito uma ou duas aulas,
mas já aderiu, nem que seja só aquele pra 2ª fase da OAB.
Por que é
zona de conforto? Simplesmente porque você acha que não é capaz de fazer por si
só, e acha que o cursinho será sua salvação, porque ele te dará aquela base
para depois engrenar. O cursinho não deve ser sua salvação, e sim, no máximo, UM COMPLEMENTO NA SUA PREPARAÇÃO.
Vamos lá.
Primeiramente, os cursinhos em geral, a despeito do que você vê nas propagandas
por aí, tem um índice de aprovação baixíssimo. Normalmente, menos de 2%. Uns
mais, outros menos. Mas a média é essa. O
segundo problema é que, mesmo que os cursinhos quisessem, é impossível oferecer
um serviço satisfatório que abranja todos os NÍVEIS de conhecimento de cada
aluno. Dito de outra maneira. Não há como dar uma aula pra mil pessoas online
(ou até mesmo, para 50 pessoas numa sala de aula) e imaginar que eles terão a
mesma apreensão. Isto vai depender da capacidade cognitiva de cada um, do nível
de concentração, e da experiência do aluno com aquela matéria, entre outros
fatores. Portanto, se você quer realmente aprender, precisa buscar o método
mais adequado às suas características! Não é o cursinho que deve impor isso. E
sim você deve buscar o que é mais compatível com seu nível de aprendizado para
cada matéria, e, principalmente, com o tempo que tens para estudar. Disto
deriva o terceiro motivo para você fugir desta zona de conforto: o
CUSTO-BENEFÍCIO do estudo de cursinhos é muito ruim.
Explico. O
tempo que você gasta assistindo uma aula de cursinho poderia ser MUITO MELHOR
APROVEITADO, seja lendo uma lei seca, seja vendo alguma resumo da matéria, seja
resolvendo questões. Este tripé que te levará à excelência, e o cursinho, por
tomar seu tempo, acaba te privando de fazer isso com maestria. Perceba que nem falei dos VALORES ESTRATOSFÉRICOS cobrados pelos cursinhos. Portanto, poupe seu dinheiro e direcione seus estudos.
2ª -
ESTUDAR DA FORMA QUE GOSTA
É consenso
que a maior parte das pessoas estuda por obrigação, seja pra passar em
concursos, seja no seu trabalho, seja na escola, etc. Difícil alguém estudar
por lazer. Em virtude de ser uma obrigação, a tendência é que busquemos métodos
menos chatos para que o tempo passe de uma maneira mais agradável. No estudo
para concursos públicos, isto acontece bastante com os cursinhos (já
mencionamos acima), com os livros, ou, no caso de concursos da área jurídica,
com os INFORMATIVOS (o preferido de muita gente, pois fala de casos concretos,
mas que, estatisticamente, é o que cai menos nas provas de concurso, quando
comparados à lei e à doutrina).
Quem gosta
de ler as leis secas? Eu, sinceramente, ao longo de meus oito anos como
concurseiro, e nesse quase um ano orientando outras pessoas, não conheci sequer
uma pessoa que gostasse. Mas, entre os que foram aprovados, eu diria que o
maior objeto de estudo de mais de 90% deles era a lei seca. E por que?
Simplesmente porque é o que mais cai nos concursos públicos! Simples mesmo.
E porque
isto é zona de conforto?
Porque
imaginamos que, estudando por livros e cursinhos, que são mais palpáveis, vamos
suprir a lei seca. Ledo engano. E isto não é inteligente pelo fato de a lei ser
a fonte de estudo mais curta para você acertar o maior número de questões numa
prova! Com certeza sei que você sabe disso. Você só tem ‘preguiça’ de estudar
porque é chato. Mas te digo uma coisa: estudo para concurso não tem que ser
“legal”! Tem que ser o necessário para você passar! Por isso, fuja disso e
comece a usar seu Vade Mecum.
3ª - ESTUDAR AS MATÉRIAS QUE
GOSTA
Fala a verdade. Você nunca
pensou que estudando o que você mais gosta você acertaria mais questões na
prova e consequentemente isso compensaria aquela matéria chata que você vai
acertar apenas algumas no chute? Isto é um pensamento super normal. Mas nada
mais é do que outra zona de conforto.
E porquê é uma zona de
conforto?
Porque você tenta justificar a
si mesmo a ausência de matérias que você não gosta e sabe que precisa estudar.
Por que devemos fugir?
Tem relação com a
horizontalização do conhecimento. O problema que pouca gente percebe é que, por
mais que você estude o que gosta, e seja bom nessa matéria, não é garantia de
você acertar todas as questões daquela matéria. Basta cair aquele assunto
absurdo que ninguém sabe, ou você errar a interpretação de determinado item, e
seu plano vai por água abaixo. Isto porque, ao negligenciar aquelas outras
matérias, você vai errar quase todas as questões dela. Agora pensemos o
contrário. Vamos supor que você é bom em uma matéria e se force a estudar a
matéria que você não gosta. Pelo menos o BÁSICO DELA. Dessa maneira, você vai
continuar a acertar as questões da matéria que gosta, e vai acertar, PELO
MENOS, as questões fáceis da matéria que você não gosta, e assim aumentará seu
aproveitamento.
4ª - FAZER QUESTÕES DE
ASSUNTOS QUE ACABOU DE ESTUDAR
Eu tenho 99,99% de certeza que
você já esteve ou está nesta zona de conforto. Estuda um determinado assunto,
vai pro qconcursos ou algo que o valha, seleciona aquele assunto, e começa a
resolver questões dele. Isto quando você resolve questões. Se você não resolve,
o problema é mais sério do que imaginamos. Vale dizer que essa ideia de fazer
questões só do que estudou, essencialmente como “exercícios de fixação”, vem
desde a época do colégio, onde tínhamos uma prova em que caía apenas
determinados assuntos. Dessa forma, estudávamos aqueles assuntos, fazíamos
questões deles, e íamos pra prova. Na faculdade acontecia a mesma coisa, com as
diversas cadeiras, em que abrangiam apenas alguns assuntos. O problema é que no
concurso público, cai tudo!
Por quê é zona de conforto?
Porque você vai acertar a
grande maioria! E, fazendo isso, vai achar que fixou a matéria e está sabendo
bem.
Porque deve fugir dela?
Porque você esquece que, como
você demorará a repetir, você irá esquecer a matéria (com o perdão do
trocadilho). Além disso, e isto é fundamental, a questão NÃO É PRA FIXAR
CONTEÚDO. Resolução de questões tem que ser para aumentar conhecimento. Do
mesmo jeito que você lê uma lei, e aumenta seu conhecimento, lê um resumo e
aumenta seu conhecimento, você faz a questão e, ao ler os comentários relativos
a ela, aumenta seus conhecimentos. Dessa maneira, você deve fazer questões do
que VOCÊ NÃO ESTUDOU. E vai errar. E você não deve se importar com o erro. O
erro durante o aprendizado é natural e é até interessante que ele ocorra pra
você ver o que tem que melhorar. Você só precisa acertar na prova. Dessa
maneira, fazendo questões do que você não estudou, você irá aumentar a
quantidade de matérias vistas, e consequentemente repetirá mais rapidamente
elas, fazendo com que fixe melhor.
5ª - NÃO FAZER SIMULADOS OU FAZÊ-LOS APENAS
QUANDO BATE O EDITAL
Muitas pessoas se negam a
fazer simulados afirmando que ainda não conseguiram ler tudo o que tem no
edital, e que, fatalmente, cairão questões que elas não estudaram ainda,
fazendo com que elas errem. Dessa maneira, só farão os simulados depois de
terem batido o edital.
Porque é zona de conforto?
Aceite
um fato. Você NUNCA irá bater o edital de forma satisfatória. Por mais que você
termine todos os temas, sempre terá esquecido de um ou outro, o que fará com
que você erre na prova. Ou seja, tanto estudando como não estudando aquele
tema, você irá errar uma coisa ou outra. Então não se justifica de forma alguma
o seu medo de simulados.
Porquê você deve fugir?
Ou seja, porque deve fazer
simulados. Os simulados têm inúmeras vantagens:
1. É através deles que você
simulará (com o perdão da redundância) o
ambiente de sua prova e perderá um pouco o receio da mesma, além de controlar
melhor o tempo.
2. É através deles que você pegará
alguns “bizus” da banca, pois quando você fizer a prova real, terá feito muitas
outras provas semelhantes.
3. É através deles que você
verificará suas deficiências e em que matérias deve melhorar.
4. É através deles que você verá sua
evolução ao longo do tempo.
5. É através deles que você se
motivará. Porque estudando da maneira correta, você vai acertar mais questões a
cada simulado, e vai enxergar o seu cargo mais perto. Treino é treino, e jogo é
jogo, já diria o boleiro. Treine forte, que o jogo se torna mais fácil.
Bem, é isso. A ADN Concursos espera que você tenha identificado alguns desses problemas, e se sintam a vontade para tirar dúvidas no próprio post ou aqui mesmo no blog.
Para quem não conhece, a ADN Concursos é uma consultoria especializada na orientação de estudos para concursos públicos. Para mais informações, acesse nosso site ou nos mande um email!
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